Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Exegese Bíblica

Miquéias 5:2 - O que o Profeta Miquéias realmente prediz?

Este estudo examina Miquéias 5:2 em diálogo entre tradições judaicas antigas, medievais, modernas e a leitura judaico-messiânica, destacando como Belém se tornou um ponto central na expectativa do Messias. 📘 Sumário Miquéias e sua mensagem profética Interpretações judaicas do primeiro século O Targum Yonatan e a expectativa messiânica A leitura do Brit Chadashah O Midrash Rabbah e o Messias de Belém Mudanças medievais: Rashi e Radak Pensamento judaico moderno A resposta judaico-messiânica CONCLUSÃO Miquéias e sua mensagem profética O estudo inicia apresentando Miquéias, cujo nome significa “Quem é como YHWH?”. Ele profetizou entre 737 e 696 AEC, atuando principalmente entre os pobres da Judéia. Sua mensagem ecoa a de Isaías, denunciando injustiças sociais e chamando o povo ao arrependimento. Miquéias 5:2 surge nesse contexto como uma promessa de restauração, apontando para um governante cuja origem é “desde os dias antigos”. Essa abertura estabelece o pano de fundo ...

O Mistério do Tabernáculo

O estudo explora o Mishkan como microcosmo: do universo ao corpo humano, do Tzadik ao Templo celestial, culminando na habitação da Shechiná dentro do ser humano. 📘 Sumário Introdução: o mistério do Mishkan O Mishkan e o universo O Mishkan e o corpo humano O Tzadik como Templo vivo O Templo celestial e a habitação da Shechiná Consumação: quando não haverá mais Templo Introdução: o mistério do Mishkan O estudo parte da pergunta de Ibn Ezra em Gênesis 1:26: “A pessoa é um universo pequeno ou o universo é uma pessoa grande?”. A partir da Parashat Terumah (Êxodo 25:1–27:19), o Mishkan é apresentado como um Tabernáculo móvel, construído com detalhes minuciosos, desde as cores do techelet , escarlate e roxo até os fechos dourados das cortinas. Chama atenção o fato de que a Torá dedica treze capítulos à construção do Santuário, enquanto apenas um capítulo é dedicado à criação do universo e três à revelação no Sinai. Isso sugere que, ao descrever o Mishkan, a Torá está, na verda...